Estava bastante animada pra ver Pacific Rim (2013), um filme dirigido e também produzido por Guilherme Guillermo del Toro. Tão animada que no final a impressão que ficou foi a de que fui "com muita sede ao pote". Deste tão bem comentado diretor mexicano só havia assistido a O Labirinto do Fauno (2006) do qual adorei - e penso até em rever... Estou devendo uma seção com a série Hellboy aliás. Se bem que também descobri que Biutiful (2010) teve dedinhos seus na produção - este também foi um filme que acabou não superando expectativas (minhas), apesar do Javier Bardem sempre superar minhas expectativas, =)
O fato é que o filme é super divertido. Contém muitas batalhas em curto espaço de tempo entre uma e outra, o que me agradou muito, pois o filme pareceu não perder o ritmo. Porém não me convenceu a protagonista feminina chinesa Mako (Rinko Kikuchi) e muito menos o argumento central do filme: a terra ligada a um mundo alienígena por meio de uma fenda nas profundezas do oceano Pacífico. Há personagens secundários que me interessou bem mais: o Hannibal Chau (Ron Perlman), que merecia ter sido melhor explorado, pois gostei muito da presença dele; e o cientista pertubado Newton (Charles Day) que ficou bem divertido.
Quanto as lutas, a primeira do filme me lembrou muito Power Rangers! Isso mesmo! haha O robô gigante da turminha contra o monstrengo feio. Mas são devaneios. Bem, os alieníginas, chamados Kaijus ficaram bem legais e em uma telona de cinema isso deve ter sido mais legal ainda. Já os robôs não me impressionaram muito, mas ficaram bem construídos. Mesmo assim achei desanimador o andamento do filme que desembocava somente em lutas. Pensei que iriam focar um pouco o mundo alienígena e que haveria até uma visitinha do cientista Newton no mundo deles. Como não aconteceu, isso me fez pensar que talvez tenha um segundo filme e que vire uma série, para que aprofundem mais a história...
Assim, com um sentimento de frustração, dou uma nota 7/10 ou 3/5 ou três estrelinhas, seja qual for o critério oficial de avaliação (não pensei em um critério oficial ainda) pra o filme. Pelo fato de ter sido divertido e mantido meu interesse até o final. Porém perdeu em consistência da história e no repeteco das cenas, que se alternavam entre lutas e momentos de tensão pré-luta. Mais "profundidade" na próxima!
PS.: estou lendo - ainda (!) - um dos livros do post anterior. Continuo somente com o do Fernando Morais. Mas me arrependo de ter devolvido o do economista (cheguei a concluir um capítulo apenas e resolvi entregar à biblioteca antes do recesso para evitar problemas na renovação de empréstimo) pois ele dialogaria bem com o que iniciei a ler, O longo século XX, do italiano Giovanni Arrighi.


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