sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Gran Finale de Micarla de Sousa

Apesar da alta reprovação da população natalense com a ex-prefeita Micarla de Sousa, não imaginava que ela estava tão encrencada assim. No mínimo, uma grande vergonha e uma saída nada confortável para quem já era muito criticada pela oposição na Câmara Municipal e rejeitada pelos natalenses. Fica os meus pêsames. Porém, fica a minha satisfação de ver o Ministério Público agindo em situações sérias que envolvem o dinheiro público e a destinação de recursos por parte de prefeituras. Exemplo que fica. Vamos ver como o vereador Paulinho Freire (quem diria) conduzirá a cidade até a posse de Carlos Eduardo. A seguir, excerto de notícia publicada na Tribuna do Norte:
A prefeita Micarla de Sousa (PV) foi afastada ontem (31/10) pelo desembargador Amaury Moura Sobrinho, do Tribunal de Justiça (TJ/RN), a 60 dias do fim do mandato de chefe do Executivo da capital. Os fatos que motivaram a decisão do magistrado não foram externados sob a alegação de que o processo permanece em segredo de Justiça. Micarla, os secretários de Esporte, Jean Valério; de Meio Ambiente e Urbanismo, Bosco Afonso; e o ex-marido da pevista, Miguel Weber, estão sendo acusados pelo Ministério Público de participarem do esquema de fraudes na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), relatado na Operação Assepsia. Sobre os auxiliares e Weber, o desembargador não se pronunciou porque considerou que o TJ/RN não é o foro adequado para julgamento dos mesmos. Por isso, desmembrou as peças acusatórias e as encaminhou para a 7ª Vara Criminal, onde já tramitam duas ações que versam sobre o tema, ou seja, corrupção passiva relacionadas à contratação de organizações sociais para gerir serviços de saúde.
Há, entre as provas, a citação de que foram apreendidos em poder do então coordenador da SMS - e contador pessoal de Micarla - Francisco Viana, um amontoado de notas fiscais, boletos bancários e extrado de cartão de crédito da prefeita afastada, que caracterizariam, segundo a acusação, o suposto pagamento de despesas da chefe do Executivo com dividendos públicos. Viana chegou a ser citado na denúncia da Assepsia, mas até hoje não foi denunciado. Em um outro trecho da denúncia, assinada pelo procurador geral de Justiça, o cruzamento das interceptações telefônicas revelariam negociações entre intermediadores que favoreciam a chefe do Executivo, por meio do recurso desviado. Os diálogos envolveriam auxiliares da prefeita em contato em contato com fornecedores.

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