sexta-feira, 4 de maio de 2012

Em defesa da UERN: Sobre o #ForaRosalba

No primeiro de maio reafirmou-se os direitos trabalhistas e se lembrou a importância do direito à greve e melhores condições, respeito e dignidade no ambiente de trabalho. De qualquer forma, os movimentos grevistas - pelo menos os que tenho conhecimento, ou os que já existiram - estão acompanhados por interesses políticos, liderados ou não por grupos políticos, e sempre envolvem alguma política no meio. Tal constatação - de minha parte, pelo menos - sempre existiu e existirá. Não há porque fugirmos disso ou não refletirmos sobre isso. Porém a discussão que gostaria de fazer/incitar aqui, é a dos meios mais eficientes, ou no mínimo, que legitime da melhor forma possível um movimento grevista ou uma ação de protesto.

A política em âmbito nacional é uma bagunça. Quando se trata da local mossoroense, chega a ser piada. Coligações que se formam entre partidos historicamente "incompatíveis", famílias dominando o cenário político, sociedade apática, e o mesmo discurso de sempre, dos mesmos grupo políticos. O Rio Grande do Norte está praticamente "infestado" por situações desse tipo em suas prefeituras. Atualmente o Governo Estadual vem enfrentando uma série de greves, que particularmente, acredito serem perfeitamente condizentes com a situação que cada área enfrenta - saúde, educação, segurança, etc. Porém, olhando de fora esses movimentos, a população não esteja ciente dos "bastidores" ou muito menos das razões de cada lado. E quando nos vemos dentro de um movimento, seja ele estudantil ou grevista, como agir, pensar, discutir?

O estudante da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte vem enfrentando inúmeras greves. Hoje, a situação está pior impossível, e é grande o número - mesmo que nem em todos os momentos - de estudantes discutindo e participando de ações nas redes sociais e na rua. Infelizmente é perceptível um "desencontro" entre as categorias da UERN. Ao invés de unir-se e procurar uma mobilização conjunta e mais eficiente, percebe-se uma certa "falta de humildade" entre os professores, a categoria que move a universidade, praticamente - de perceberem a força do movimento estudantil, segundo muitos estudantes já falaram sobre isso até em assembleias na ADUERN. Dessa forma o estudante encontra-se limitado em parte, pois um grupo de professores continua a pensar que a via pacífica, sem mobilizações, protestos e ações práticas, seria a melhor forma de passarmos essa greve.

Acredito que o estudante da UERN deva refletir sobre essa situação. Não devemos nos render a um discurso político. Sinceramente, o governo anterior não foi muito melhor do que este em relação à suas ações com a UERN. É lógico que cada um é livre para avaliar os governos da melhor forma que achar. Mas o movimento estudantil não precisa utilizar-se de ataques políticos pra fazer valer e denunciar o descaso que nossa universidade sofre. Chega de defender interesses particulares! Precisamos chamar atenção para os problemas da UERN que compete a todos, e não ficar somente nos ataques que beneficiam a poucos - aqueles que dependem da greve pra manter seu cargo, ou mostrar força política. A UERN está cheia de pessoas "personalizadas", cujo discurso lhe servirá em um momento posterior. Ataques políticos só se fazem vítimas. Os culpados não vão assumir os seus erros, as suas promessas não cumpridas. A luta pelo desenvolvimento da UERN deve ser diária, mensal, permanente! Não só em ano de eleição.

Por isso, acredito que uma melhor avaliação do que andamos fazendo até agora seja repensada. Precisamos unir professores, técnicos e estudantes, com certeza. Mas procuremos o pagamento salarial, as reformas, as sanações dos problemas da UERN de maneira digna. O estudante nesse momento de greve, algo que o prejudica de forma enorme, não deve ser ingênuo. Não precisamos ter medo de discordar de opiniões. Não precisamos também ser "massa de manobra" pra futuramente estarmos numa situação semelhante nos perguntarmos o porque de tudo estar se repetindo. Precisamos nos mobilizar, e o momento é agora. De forma consciente, em prol daquilo que achamos relevante, não para uma política que mais atrapalha ao invés de ajudar.

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