No dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água. Aqui
no Rio Grande do Norte tivemos o Seminário Águas do RN que passou por algumas
cidades do Estado. Não achei interessante a escolha da UnP para a realização do seminário em Mossoró, mas não cabe discussão por ora aqui nesse post. Neste sábado, a TV Câmara, em seu sábado temático, trouxe
alguns programas que abordavam questões ligadas à água e meio ambiente.
No Brasil em Debate, o saneamento básico foi discutido junto
de dois deputados federais. Foi apontada a necessidade de projetos nessa área
nas médias e pequenas cidades. Há a proposta do Plano Municipal de Saneamento, sendo algo em que as cidades estão tendo dificuldade em realizar. Mas cidades grandes, metropolitanas, também
enfrentam problemas. Infelizmente, a impressão que ficou da discussão foi de
que os projetos são impulsionados a partir da demanda de investimentos que a
cidade pode ter pelas empresas e a entrada de seu capital. É importante sim, mas dá a entender de que a saúde pública e qualidade de vida das classes carentes fica em segundo plano. Foi citado o exemplo de Guarulhos, de mais de 450 mil
habitantes e que não possui saneamento básico de qualidade. Tudo porque a Copa
de 2014 e o aeroporto de Guarulhos demandam a urgência de trabalhos nesse
setor. Segundo um deputado, como as empresas irão investir na cidade sem um
tratamento de qualidade dos esgotos?
Por último, outro parlamentar foi entrevistado sobre a
transposição do Rio São Francisco, no programa Palavra Aberta, onde depois de concluída, assegurará águas
para 12 milhões de pessoas, distribuídas entre os Estados de PE, PB, CE e RN.
As obras do setor leste (PB e PE) já estão avançadas, com previsão de serem
concluídas em 2014. Já as do setor norte (CE e RN) apenas para 2015. Tal
projeto visa abastecer barragens e outros pontos de fornecimento de água no
período de estiagem prolongada, facilitando o acesso de água às pessoas
prejudicadas pela seca.
Por fim, acabei encontrando esse site onde pessoas e gestores
de diversas cidades brasileiras discutem seus problemas. Olhando rapidamente, são
perceptíveis os problemas em comum. Infelizmente as pessoas ainda não se sentem
estimuladas ao debate ou reivindicações de direitos, sobretudo a
responsabilidade sobre a água, seu tratamento e fornecimento.

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