Quase 1O anos depois do lançamento dos volumes O1 e O2 de Kill Bill... É que venho assistir o bendito filme. Uma coisa é certa, não sei quase nada sobre o principal dos cinemas. Mas em tudo dá-se um jeito não é mesmo. O diretor dessas duas belezinhas de filmes é Quentin Tarantino. OK, e daí né. O caso é que o moço é um dos grandes diretores de filmes - daqueles que você assiste e pensa: nooossa, isso é um filme que não me deu a sensação de perder o meu precioso tempo!
O único filme dirigido por ele, assim como roteirista, foi o clássico sádico (maldade minha) Inglourius Basterds (2OO9), no qual foi indicado como melhor diretor e melhor roteirista ao Oscar 2O1O. E assim, é sensacional. O mínimo era ter ido assistir outras produções dele. Mas não adianta desculpas, na época que Kill Bill foi lançado eu era uma molequinha que só conhecia os filmes da sessão da tarde, e também não fazia a mínima ideia de quem era o diretor desse filme, que inicialmente, mesmo anos depois, nunca me chamou a atenção pelo estilo (pensei que era um filmeco clichê de lutas com mulheres bonitas no meio).
O fato é que fiz esse drama todo tentando me reconciliar comigo mesma por ter subjugado uma produção maravilhosa dessa. Eu, uma mera mortal (ok, chega de ironias). O vol. O1 do filme Kill Bill é magnifíco, tanto pela fotografia e trilha sonora - poxa, músicas super famosas e com certeza quem assistiu ao filme sempre faz ligações dessas músicas com as cenas - como pela surpresa dos elementos japoneses, orientais nas lutas e caracterização dos personagens. Eu gosto muito de desenho japonês, e caiu muito bem nesse filme as referências. Com certeza Tarantino pintou esse filme magistralmente.
A trama gira em torno de uma noiva, grávida, que no dia do seu casamento é alvo de ataque de um grupo de extermínio do qual fez parte no passado, onde todos os presentes acabaram morrendo e ela consegue sobreviver, ficando em coma por quatro anos. Ao acordar procurar se vingar das cinco pessoas principais envolvidas no ataque.
Simplesmente fenomenal como algo tão batido é muito bem trabalhado. Perfeitamente entrosado as músicas com as cenas, os momentos onde as cenas são preto e branco, e até o som dos golpes e movimentos soam bem aos ouvidos! Sério, não tô exagerando. Lógico que tem uns errinhos super infantis, que acredito, ao meu ver, que foram propositais. Não seriam nem erros, mas algumas coisas "amadoras" que podem ser influencia do exagero do cinema oriental.
Mas não vamos estragar o filme com essas bobagens. O vol. O2 me decepcionou um pouco, não pela má qualidade de atuação, fotografia ou de ação, que continuam fenomenais, mas me faltou alguma coisa pra considerar esse vol. O2 no mesmo nível do vol. O1.
O fato é que no segundo filme, após ter matado duas pessoas do grupo responsável pela tragédia (vol. O1), a "Noiva" continua sua busca pelo restante e assim concluir sua vingança. O filme também se volta ao esclarecimento do que levou a acontecer o ataque do grupo no seu casamento, assim como dá um pouco mais de atenção aos outros personagens envolvidos na trama. Claro que o Bill, seu desejo maior de vingança, ainda não foi morto. Portanto, o filme tinha tudo para ter cenas e cenas de ação e muita surpresa, porém pra mim deixou a desejar nas lutas. Posso dizer que os diálogos são bem interessantes e o esclarecimento de muitas coisas surpreende. Acho que esse segundo filme foi mais pra contar historinha (muito bem escrita por sinal), mas quanto as lutas, não se compara ao vol. O1, mesmo.
Bem, para concluir, a lição que fica é que eu tenho de prestar mais atenção a esse lado cinematográfico das coisas, não ficar tão desatualizada - é um pecado vir a assistir esse filme somente agora! A trilha sonora é um elixir para os ouvidos de originalidade e também de lembranças a muitos filmes antigos. E outra de que o cinema é algo maravilhoso que quando bem explorado não tem outra coisa melhor pra fazer do que ver filmes. OK, sem exageros.
E o melhor, o Kill Bill VOL. O3 já está garantido. Só em 2O14. Até lá.


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