Haverá o concurso estadual para professor no dia 20 de novembro. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estão dentro dos tópicos a se estudar na ára de Didática e Legislação Educacional. Nada melhor para uma graduanda em um curso de licenciatura em ter de ler os PCNs. Mas não é esse o ponto principal.
Trazendo a discussão para o lado específico desses PCNs, os mesmos tem como linha geral apoiar a escola, promover a interdependência entre a escola e sociedade, fazer com que o aluno tenha uma responsabilidade com a própria aprendizagem, a apropriação dos conhecimentos socialmente elaborados, ampliação da visão sobre os conteúdos e valorizar os trabalhos dos professores, dentre outras questões.
Tais parâmetros são de 1997. Todo documento, compilação de objetivos, enfim, são belos em sua escrita. Na prática isso acaba se tornando um tanto decepcionante, é sabido. Estamos cansados de discutir que muitas dessa linhas gerais em muitas das escolas brasileiras sequer chegaram a ser consideradas. Há um descaso geral e local. Os próprios PCNs admitem várias tensões que influenciam em uma educação próxima da que queremos. A escola pública hoje, encontra-se mergulhada nos mesmos problemas, e a greve na educação só acentua isso. Mudar determinado âmbito acarreta em uma mudança drástica em muitos outros setores, sendo inconveniente ou não tal mudança.
A universalização não é acompanhada por uma qualificação docente, conteudista, metodologica, etc. É um problema sério que quanto mais tempo se passa, mas sugere não ter solução. A educação é algo que devemos ter paciência no desenvolvimento progressivo de mudanças positivas. Porém é imperdoável os erros e descasos já cometidos, falta de investimento, etc.
Uma criança me pergunta porque os times das escolas particulares não ganharam determinado campeonato. Já que são particulares deveriam ter melhores treinadores e assim ganharem, supõe a criança. Em nenhum momento ela falou da vitória da sua escola por considerar um fato surpreendente demais. Não podemos negar que os alunos sentem e sabem do descaso sofrido, até mesmo deixando de acreditarem na educação que lhes é dada. Como falar do trabalho do professor diante de situação como essa? Será ele o único culpado?
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