"A partir daí, pode-se argumentar por que Nietzsche propõe a transvaloração dos valores, ou seja, a abolição da moral, o que acarreta, por conseguinte, a abolição de sua principal viga mestra, a religião que domina o Ocidente há mais de 2 mil anos, o cristianismo. Diferentemente de Marx, Nietzsche não pregava uma revolução para que isso acontecesse, o que ele almejava (como solução, se é que se pode usar essa palavra) é que cada um de seus leitores tomasse consciência desses argumentos e percebesse que ser cristão é entregar sua vida para uma fantasia (crença em "Deus") ou para a vontade da moral dos padres. Enfim, é mais uma proposta de cunho individual do que coletiva, pressupondo que seja possível cada homem e mulher no Ocidente se conscientizar dos equívocos de sua própria cultura."
Gerson Nei Lemos Schulz é filósofo, professor na universidade do estado do Amapá (UEAP), doutorando em educação e mestre em educação pela universidade federal de pelotas-rs (UFPEL). Seu blog é www.filosofiadomarcozero.blogspot.com
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