Neste post mesclarei dois assuntos: o programa Salto Para o Futuro e a 7ª Feira do Livro em Mossoró. A verdadeira razão é que ambos se complementam naquilo que almejam. O programa exibido na TV Escola (recomendo a sua programação) e na TV Cultura, Salto Para o Futuro, exibe temas que são discutidos por toda a semana (segunda a sexta) contendo vídeos, entrevistas e debate. Alguns são reprises, mas há semanas que o programa vai ao ar ao vivo. Já a Feira do Livro é um evento consagrado na região do Alto Oeste Potiguar. Aliás, no Estado. Seu forte é a variedade de opções que seus stands e atrações culturais oferecem para um público tão diversificado no que tange à Educação. E acredito que é uma boa opção (os dois programas) para quem é professor e também para quem é aluno e se interessa por algumas questões sobressalentes deles.
Na semana anterior o programa Salto Para o Futuro trouxe o tema da formação continuada de professores. Infelizmente assisti apenas aos dois últimos dias, mas que me fizeram pensar em problema tão recorrente nas escolas e universidades. Como o professor pode ampliar o seu conteúdo e ao mesmo tempo seus horizontes culturais para melhorar sua perfomance em sala de aula? Como inserir os alunos em tal processo?
Não importa o tipo de cultura que devamos buscar, a popular ou erudita. O fato é que hoje em dia temos uma ampliação de eventos assim como seu acesso a eles. O problema surge quando o próprio professorado não busca tais eventos ou se intimida com as diferenças que poderá se defrontar indo a determinados ambientes culturais.
A Feira do Livro apesar de bastante divulgação e já consolidado na cidade, com certeza quebra alguns paradigmas. O professor tem a oportunidade de inserir o seu aluno no ambiente literário e ainda lhe dar a chance de prestigiar autores ou personalidades que muito acrescentam. Da mesma forma contribui para seu enriquecimento pessoal.
O que mais me chama atenção em tais eventos é justamente perceber nas crianças e adolescentes que ali visitam seu encanto ou mesmo interesse em conhecer outros tipos de livros, assistir a debates, rir com histórias infantis, tudo sem se sentir intimidado. Porque alguns alunos que não tem hábito de ler ou acham tais eventos chatos, quando se deparam com ele, há uma certa resistência em demonstrar o quanto achou legal, interessante, que é um ambiente para os intelectuais ou estudiosos. Aos poucos, com os professores como atores importantes nesse processo, ensina-se a tais alunos o seu direito de conhecer e expressar a sua cultura e saber que o livro pode ser um grande aliado.
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