quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aprender "English"

Lendo a entrevista do professor Fernando Reimers na Nova Escola, ele fala que um dos desafios da Educação global é fazer com que os alunos tenham a capacidade de falar e entender com fluência outros idiomas que precisam ser desenvolvidos de maneira efetiva nas escolas públicas. Numa rápida (bem superficial) pesquisa no google, a partir de minha curiosidade sobre esse aspecto, me deparo com um artigo e reportagem, indicados neste post de hoje.
Já é bem sabido que aprender inglês é essencial no mundo globalizado que nos encontramos. É necessário determinação, tempo e dinheiro na maioria dos casos. Hoje em dia aprender inglês na escola (sem ser a de idiomas...) é algo descartado. Uma disciplina vista apenas como empecilho ao avanço escolar... Muitos alunos passar por ela e nem sequer se preocupam com verbo 'to be'... Que coisa chata não é mesmo?
Outro dia um aluno me pergunta pra quê aprender inglês se ele não tem pretensão em sair do Brasil. Expliquei que ele poderia estar equivocado, que ele poderia fazer bom uso dela lá na frente... Mas como contrariar um aluno que tem pura convicção de que o inglês da escola não o ajudará em nada?
Como um dos principais problemas está  a formação do professor. O inglês, pelo menos no tempo que estudava tal disciplina e de outras situações que já vivi, é pautado estritamente na gramática. O interessante é que a gramática nem apresenta tanta dificuldade... Por isso os alunos se contentam em passar de ano. Só que os aunos e o proprio professor esquecem que além da gramática, há de se desenvolver a escrita, a pronúncia, a compreensão... Mas como incluir isso em salas de aula e escolas, principalmente do ensino público, no qual a disciplina já se encontra em completo descrédito?
É bem bacana nos preocuparmos com o inglês dos alunos por conta da Copa e Olimpíadas. Mas frustrante devido nossa atenção e o reavivamento da discussão vir a tona apenas por conta de tais eventos. O problema principal da educação não só na área de inglês, mas em outras disciplinas e na área de gestão é juntarmos esforços pra buscar melhorias em momentos em que interesses maiores não estivessem em jogo.
Essa matéria mostra discretamente um estudo de uma professora. Porém há de se estruturar toda uma linha de educação, desde leis, regimentos internos e consciência social para que a única alternativa mostrada no fim da reportagem surta efeito. Casos isolados em que o inglês está sendo bem sucedido estão servindo apenas de exemplo. E não deveria ser somente isso. Considero que pra essas e outras questões de âmbito educacional os pais também falham. Nesse artigo, logo no resumo me chama a atenção pela preferencia dos alunos em entrar em contato com o idioma através de jogos e internet. Mas ele traz boas discussões que foram melhor abordadas e descartadas deste post. É interessante dar uma lida na seção dos "Resultados".
A iniciativa de se ensinar inglês nas escolas públicas a partir do 6º ano sempre foi louvável. Seria o caso de até iniciar os mais pequenos a esse contato estrangeiro. A ida de alunos para cursos particulares reflete a demanda que se tem de pessoas, na maioria jovens, interessados e estimulados a aprenderem um idioma diferente. Mas e aqueles que não tem condições financeiras? Uma opção seria escolas de idiomas gratuitas em substituição ao ensino em escolas? E a qualidade de tal projeto, daria certo ou pioraria a situação? Porém divagando sobre opções para melhorar essa realidade levaria a uma discussão muito mais infinita e sem ações efetivas. E aí, voltamos a estaca zero: o que fazer?

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